(CONTRACAPA)
Amauri Alonso Ielo nasceu em São Paulo aos 2 de outubro de 1940.
Magistrado aposentado, é hoje advogado e professor. Para melhor
apresentá-lo colhi no Diário Oficial da Justiça um preciso
testemunho sobre a sua personalidade e seu trabalho. São
palavras do eminente Desembargador José Bedran, por ocasião
de sua aposentadoria da Magistratura Paulista, em 1992:
"Conheci-o nos idos de 1962,
quando ambos ingressamos na Faculdade de Direito da Universidade de
São Paulo e passamos a integrar a mesma turma"(...)"A despeito
do constante e rotineiro convívio na Academia, após a
graduação, ocorrida em 1966, perdi o contato com o prezado
amigo de quem, já exercendo eu a judicatura, vim a ter notícia,
agradável, sob todos os aspectos, de haver ingressado na Magistratura,
aliás, dentre os primeiros colocados no concurso realizado
em dezembro de 1969. Depois de acompanhar a brilhante carreira do
homenageado, passando pelas Comarcas de Iguape, Jardinópolis, Caçapava,
Mogi das Cruzes e Santos, voltei a revê-lo na Capital, quando
Amauri assumiu a 4a. Vara da Família e das Sucessões,
com rápido estágio na 3a. Vara Criminal Central, até
ser, em 25.4.85, promovido para o Egrégio Tribunal de Alçada
Criminal do Estado, de onde acabou se removendo, por decreto de 13.9.85,
para esta Corte, aqui, por feliz coincidência, vindo a integrar
a Colenda 4a. Câmara, onde eu já estava atuando. Foi profícua
a atividade jurisdicional do homenageado. Por onde passou, deixou
indelevelmente marcado o seu bom nome de Juiz operoso, dedicado, estudioso
e sempre preocupado com os graves problemas sociais. Tal operosidade
e destemor no exercício das altas funções, é
claro elevando o prestígio do Judiciário e dignificando
a Magistratura Paulista, valeram-lhe títulos de cidadão
honorário, diversas homenagens e muitas menções honrosas.
Ficaram publicamente conhecidos, merecendo destacado realce no discurso
do eminente Juiz Maurício Vidigal, então proferido ao
ensejo da posse de Amauri neste Tribunal (JTACSP - RT - vol. 95, pág.
234). A par de tudo isso, desempenhou ingente atividade no ensino
universitário, atuando ao longo de sua valorosa carreira de
magistrado, como professor de Direito Civil nas Faculdades de Jundiaí,
Mogi das Cruzes e Santos, tanto nos cursos de graduação,
como pós-graduação e extensão universitária.
Por suas qualificações e profundos conhecimentos jurídicos,
proferiu inúmeras conferências em cursos diversos, reproduzindo
trabalhos publicados em vários jornais e revistas especializados.
Neste Tribunal, a boa imagem que, como homem e magistrado, antes firmara,
consolidou-se, aumentando o excelente conceito de que já gozava.
Nos longos quase sete anos que aqui convivemos, mais acentuadamente
durante os trabalhos da Colenda 4a. Câmara, bem de perto pude
sentir sua constante preocupação de realizar justiça,
via de regra manifestada com grande sensibilidade para julgar casos
concretos, solucionados à luz da realidade e com notável lógica.
De se registrar que inúmeros de seus votos, inclusive os vencidos,
vieram a se tornar os próprios fundamentos de decisões
proferidas nos recursos então levados aos Tribunais Superiores,
mesmo do Pretório Excelso. Com sua longa experiência de
vida e tamanha sensibilidade, por várias vezes convenceu a
todos da Turma Julgadora, de que sempre ativamente participava, inclusive
a mim, a alterar pontos de vista iniciais, então eventualmente
firmados apenas à luz do texto frio da lei. Profundo conhecedor
dos misteres da informática, técnica de há muito versado,
Amauri Alonso Ielo deixou incalculável colaboração
na organização do correspondente setor desta Corte. Além
disso, não só estimulou a disseminação
do uso dessa moderna técnica entre os colegas (muitos, como
eu, hesitantes, diante de uma onerosa e problemática mudança
de técnica de trabalho), como instrumento hábil e imprescindível
à agilização dos trabalhos judiciários,
como também jamais faltou com seu prestimoso e experiente auxílio
a todos aqueles que vieram a se iniciar nesse campo da eletrônica.
Companheiro solidário, sempre esteve presente para compartilhar
tanto da dor da tristeza quanto a satisfação da alegria dos
colegas, por isso, a seguinte e precisa definição do
Desembargador Paulo Henrique Barbosa Pereira, por ocasião de
sua posse no Egrégio Tribunal de Justiça: 'Amauri Alonso
Ielo, espírito vivo e aberto, sempre pronto a idéias
novas para aviventar os debates, amigo leal de todas as horas' (RJTJSP
- LEX - vol. 120, pág. 617).
Toda essa gama de virtudes
e qualidades dá a certeza de que, a despeito de sua prematura
aposentadoria da Magistratura, por todos lamentada, o prezado homenageado,
como o destino sempre lhe reservou, continuará a trilhar o mesmo
caminho de glórias e realizações nas novas atividades
que doravante exercerá....".
O romance "CADAZ,
Alma de Bacharel" inaugura outro campo de atividade do autor para,
de forma amena e poética, prosseguir sua profícua obra
cultural. Revela-se o escritor sensível que, transmitindo emoção
ao leitor, passa sua experiência e propõe reflexão sobre
sérios problemas da vida moderna. Conta a vida de um advogado,
penetrando-lhe a alma para revelar seus sentimentos mais íntimos.
A história, magistralmente desenvolvida e colorida por belas
poesias, bem encaixadas na prosa, cativa e encanta, prendendo a nossa
atenção do início ao fim.
Tarcízio Carlos Siqueira de Camargo
|
*
C
A
D
A
Z
*
|